Quantidade de ivermectina que matou o novo coronavírus é tóxica para humanos

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Testes pré-clínicos realizados até agora com o medicamento foram feitos com o vírus
isolado. Dose necessária para matá-lo é 100 vezes maior do que a quantidade presente em
um comprimido

Tida como um dos medicamentos utilizados para combater o novo coronavírus
(Sars-CoV-2), a ivermectina não tem até agora testes realizados em humanos ou
animais que comprovem sua ecácia e segurança contra o vírus que causa a Covid19 . Até agora, os únicos estudos feitos foram com o novo coronavírus isolado, ou
seja, fora de um organismo vivo.

Conforme explica Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Sírio-libanês em
Brasília, os testes ainda são considerados pré-clínicos e foram feitos somente em
laboratório com o vírus colocado em lâminas. “Nesses casos, a dose que matou o
coronavírus foi pelo menos 100 vezes maior do que a quantidade dos comprimidos”,
diz o especialista.

Junto com a hidroxicloroquina e a azitromicina, a ivermectina tem sido usada e
recomendada pelo Ministério da Saúde contra a Covid-19 inclusive para tratamento
prolático (de prevenção) contra a doença.

Em junho, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), órgão ligado à OMS nas
Américas, emitiu alerta contra o uso da ivermectina no combate à Covid-19. O
documento cita a alta quantidade necessária e os riscos que ela causa ao corpo
humano com base nos parâmetros aprovados pela FDA (Food and Drug
Administration), entidade equivalente à Anvisa nos Estados Unidos. O órgão foi
seguido pela própria Anvisa um mês depois.

Embora seja um remédio considerado seguro, Cunha ainda explica que ele pode ter
efeitos colaterais como diarreia, náusea e dor abdominal. A contraindicação é para
grávidas, crianças com menos de cinco anos e pessoas com meningite, sendo que,
mesmo que raramente, ela ainda pode causar sonolência e danos no Sistema
Nervoso Central (SNC)

A droga, no entanto, é um vermicida usado contra parasitas de dois grupos. O
primeiro é o de ectoparasitas, que são os piolhos e ácaros escavadores que causam
a sarna, por exemplo. Já o segundo são os vermes intestinais, como as lombrigas. “É
um medicamento que não serve para tratar doenças do trato respiratório, que é o
caso da Covid-19”, completa Cunha.

 

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