‘A coisa mais triste é perder um filho e nem poder ir ao enterro’, comove mãe da 1ª vítima da Covid-19

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A primeira vítima fatal do coronavírus no Brasil não era rica, tampouco viajou para fora do país. No entanto,  tinha grande contato com essas pessoas, pois trabalhava como porteiro de um prédio no estado de São Paulo. O homem de 62 anos não vai ter o nome revelado, até para que sua família não sofra ataques.

O porteiro morava com os pais, que tem mais de 80 anos de idade. Três outros irmãos também dividiam a casa humilde da família. Todos eles agora não podem sair de casa. Estão em quarentena e não poderão nem mesmo irem ao enterro do ente querido.

“A coisa mais triste do mundo é perder um filho, não poder ir ao enterro, não poder fazer nada. É muito difícil, difícil, difícil. Até a gente não aguentar mais”, disse a mãe do primeiro morto pela doença no Brasil, que lembrou ainda as últimas palavras ao filho. A idosa pediu que o filho segurasse nas mãos de Deus, pois ele seria muito forte e os humanos nada.

A família tem quatro dos sobreviventes com sintomas do coronavírus. Uma das irmãs do falecido pela Covid-19 disse que ficou sabendo da motivação da morte do irmão pela televisão e considera a falta de contato do hospital uma grande falta de respeito.

“Falei que ia chamar imprensa, polícia, advogado. Fiquei sabendo do corona depois que enterrei meu irmão”, disse a irmã do falecido ao falar sobre o tema. O hospital em questão teve outras três vítimas fatais da doença, além de vários outros casos suspeitos.

O coronavírus já fez mais de 10 mil mortes em todo o mundo. No Brasil, são sete mortes confirmadas, além de 650 casos confirmados.

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