Assassino de Kauane de 6 anos, é um morador de rua ajudado pela família da vítima

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Informação foi dada pela mãe da vitima, durante entrevista na Record

Rodrigo de Paula Sales, de 28 anos, disse que sequestrou a criança e jogou o corpo dela em um córrego, mas nega ter cometido abuso sexual.

Um morador de rua, que era ajudado pela família da vítima, com comida, banho e até corte de cabelo, segundo entrevista da mãe de Kauane para a Record.

HOMEM CONFESSA TER MATADO MENINA DE 6 ANOS POR VINGANÇA APÓS FESTA, DIZ POLÍCIA

O homem de 28 anos apontado como autor do homicídio da menina Kauani Cristhiny Soares Rodrigues, de seis anos, confessou à polícia que tirou a criança dormindo de uma casa e a matou por vingança. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta terça-feira (23). O corpo da menina foi encontrado seminu em uma vala em Mongaguá, no litoral de São Paulo. A suspeita é que ela também tenha sido estuprada antes de morrer.

Em depoimento à polícia, o homem afirmou que houve um desentendimento durante uma festa na casa onde a garota vivia e que, por isso, acabou ficando ‘revoltado’ e ‘descontrolado’. Ele não soube explicar o que ocorreu, de fato, para que a confusão iniciasse, mas disse que a discussão começou por conta do excesso de bebida.

Segundo informações da polícia, o suspeito teria carregado a criança nos braços, ainda dormindo, e a levado até a vala, onde ocorreu o homicídio. Durante novo depoimento, ele afirmou que esganou a menina e a jogou no local. Apesar de negar, a polícia afirma que há indícios de que a criança, que foi encontrada seminua, acabou sendo estuprada. Exames já foram solicitados.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de Mongaguá, Rui de Matos, duas vítimas informaram terem sido estupradas pelo homem. De acordo com ele, a polícia só saberá se houve estupro após o resultado do exame de corpo de delito, que deverá ser divulgado ainda nesta terça-feira.

Relembre o caso

A estudante Kauani Christiny Soares Rodrigues, de seis anos, que estava desaparecida desde quarta-feira da semana passada, foi encontrada morta dentro de uma vala, às 17:00h desta segunda-feira (22), por policiais da Delegacia Sede de Mongaguá.

A menina estava com a calça arriada, razão pela qual suspeita-se que tenha sido estuprada. Um individuo, de 28 anos, foi detido e confessou ter jogado a criança na vala, mas nega a prática de abuso sexual.

A vala fica na Avenida Sorocabana, no bairro Agenor de Campos, a cerca de dez quarteirões do imóvel onde Kauani residia. O sumiço da garota foi percebido pela sua mãe, Diana Soares de Lira, de 34 anos, por volta das 2:00h.

No domingo (21), o delegado Francisco Wenceslau, titular do 2º Distrito Policial da cidade, relatou as linhas de investigações que estavam sendo tomadas e que cães farejadores de uma guarda civil municipal do interior paulista viriam para a cidade litorânea para auxiliar nas buscas.

Cães farejadores, pertencentes a Guarda Civil Municipal de Itu e Itupeva, no interior paulista, auxiliaram nas buscas nesta segunda-feira, quando o corpo dela foi encontrado após investigação da polícia.

A Guarda Municipal de Mongaguá, que integrou as buscas, confirmou, no início da noite, a morte de Kauani por meio de um comunicado nas redes sociais da prefeitura.

Ao se dirigir ao quarto onde a filha dormia, a mulher constatou que a criança não mais estava na casa, em Mongaguá. No imóvel, já funcionou um restaurante. Após o encerramento das atividades do comércio, ele foi invadido por famílias carentes.

Antigo restaurante

O antigo restaurante fica na Avenida Governador Mario Covas Júnior, no Parque Marinho, próximo à Plataforma de Pesca. Segundo o chefe dos investigadores Rogério Pinto, o individuo tinha acesso ao lugar. Pesquisa preliminar acusou que ele possui uma passagem por tráfico de drogas.

“Ele contou que estava no antigo restaurante no dia do desaparecimento, porque lá houve uma festa. Ele afirmou que estava ‘muito louco’ e, na hora de ir embora, sequestrou a menina, sem saber o motivo”, informou o investigador.

Rogério Pinto também disse que o individuo nega violência sexual, mas só perícia poderá esclarecer essa suspeita. De acordo com o delegado Ruy de Matos Pereira Filho, por ora, são certos os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

As declarações foram prestadas de modo informal, logo após o individuo ser localizado pela equipe de Ruy de Matos, por volta das 12h30 desta segunda-feira, e indicar o lugar onde escondeu o corpo da estudante.

Segundo o individuo, a vítima estava viva quando foi jogada na vala. Os policiais já estavam no encalço do suspeito, porque apuraram que ele esteve no antigo restaurante na data do desaparecimento, não sendo mais encontrado após o sumiço de Kauani.

O local foi isolado para o trabalho da perícia. O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, responsável pela região.

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