O Grande Poder dos Quietos

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Enquanto os extrovertidos mostram logo para que vieram, os introvertidos demoram mais para responder à estimulação social. Não sentem essa necessidade ardente de gritar ao mundo seus feitos, suas conquistas, suas qualidades, mas nem por isso deixam de carregar dentro de si posicionamentos belíssimos em relação à vida, desejos de mudar o mundo, amor ao próximo, sabedoria, sensatez e poder de liderança.

Introvertidos muitas vezes são pré-julgados como incapazes, e na infância causam preocupação entre professores e familiares. Porém, é preciso entender que, em sua reclusão, em seus casulos, eles tecem asas para o voo. E quando voam… ah quando voam… chegam mais alto que qualquer um.

O mundo precisa dos introspectivos e das coisas extraordinárias que carregam dentro de si. Mas tudo tem seu tempo, sua hora, seu momento. Introspectivos não chegam chegando, não fazem barulho, não causam estardalhaço para mostrar ao mundo seus feitos, seus dons e talentos. Eles vão devagar, quietinhos, silenciosos, e quando você percebe… que espanto! Aquele menino voou, aquela menina brilhou, como eu não percebi essa riqueza bem aqui do meu lado?

Repare à sua volta. Sempre haverá um introspectivo criando, liderando, sendo exemplo de sabedoria num mundo tão confuso e caótico. Talvez devêssemos aprender mais com essas pessoas. Talvez fosse bom ouvir mais aquele colega de trabalho que não repassa vídeos a todo momento no whatsapp, mas quando aparece, tem realmente algo bom a acrescentar.

O mundo precisa conhecer o poder dos quietos. O mundo precisa aprender a tolerar o silencio, sem exigir dos introspectivos uma postura que não condiz com a alma e natureza deles. O mundo precisa aprender a apostar no potencial dos quietos, entendendo que não é porque eles não anunciam em alto falantes seus feitos, não são capazes de realizar.

Igualmente, os quietos precisam aprender a explorar e distribuir seus dons e talentos. À sua maneira, devagar, modestamente, mas autorizando que o mundo usufrua de sua genialidade, sabedoria, humanidade e lucidez, entendendo que o plantio aconteceu discretamente, mas a colheita pode ocorrer abundantemente…

Fonte –  Fabíola Simões –

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