“Pai preso e Mãe desempregada” Menino é aprendido por furtar material escolar no valor de 8 reais e gera onda de doações ..

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Bloco de folhas custava apenas R$ 8 e o menino ainda usou três das 96 páginas na escola antes de ser abordado por policiais

O menino, de 14 anos, disse aos policias que cometeu o crime porque estava ansioso por não ter onde escrever e as aulas tinham começado há cerca de uma semana, seu pai estava preso e sua mãe estava desempregada por isso ele teve essa atitude diz o garoto.

Estudante quer ser bombeiro

Na escola, o adolescente gosta principalmente das disciplinas de português e ciências, e sonha em ser bombeiro.

“As aulas começaram na última quinta-feira (7), mas ele não estava indo porque não tinha onde anotar. Mas então, como ele estava ansioso pra começar, acabou fazendo essa coisa feia. No dia mesmo que ele pegou o bloco na papelaria ele foi pra escola e já começou a anotar as matérias”, diz. 

Conforme o boletim de ocorrência, após o furto, os militares o abordaram na própria escola, onde ele já estava usando o material em sala de aula. Ele confessou o crime e devolveu o fichário, inclusive com as três folhas que já continham as anotações. 

Após o ocorrido, a mãe do adolescente passou a receber diversas ligações de pessoas da cidade interessadas em doar materiais escolares para a família. “Ainda não chegou nada aqui pra gente não. Não fiquei feliz com o que meu filho fez não, mas fiquei feliz com a iniciativa de ajudar, que Deus abençoe agora”, conta. 

Ele disse aos policiais que precisava do bloco para estudar e que sua mãe está desempregada – há sete meses. O pai do garoto está preso, condenado por homicídio, e não paga pensão à mãe, cabeleira de 34 anos, que tem ainda outros três filhos: uma garota de 11, e dois meninos, de 9 e 5 anos. Vi anoitecer e clarear. Tomei um calmante, mas não consegui dormir nada essa noite”, afirmou a mãe do menino ao UOL. “Já gastei R$ 400 com o material (escolar) dos quatro meninos, mas ficou faltando algumas coisas”, afirmou. “Estava faltando o bloco e eu falei pra ele esperar até sexta-feira (15). Mas ele não esperou. Bati nele na delegacia, fiquei muito chocada. Não era para ele ter feito isso.” conta a mae do menino.

Após a mãe ser chamada à delegacia, o menino foi orientado pelos militares a não cometer delitos. Ele se desculpou e depois foi liberado. “Agora ele está aí, nervoso, sem falar nada e sem saber se volta pra escola. Todo mundo ficou sabendo por causa da internet”, disse a mãe. “Tirei tudo dele. Não vai poder usar celular, televisão, nada dessas coisas que ele gosta.”

Segundo a Polícia Militar, o jovem não foi autuado por nenhum crime, apenas devolveu o material e foi orientado a não repetir o erro. A mãe dele, de 34 anos, também foi chamada ao local e acompanhou a ação dos militares, depois da repercussão o jovem recebeu doações do mundo todo de novos materiais.

Renda per capita de R$ 183.

A cabeleireira se separou há dez anos do primeiro marido, pai de três dos seus quatro filhos. Casou-se com um servente de pedreiro e se mudou para uma casa nova há sete meses, financiada pela CEF (Caixa Econômica Federal), com prestação mensal de R$ 80. O salário do marido, pai de seu filho caçula, é atualmente de R$ 1.100, o que dá uma renda per capita (por pessoa) para a família de R$ 183. “Não dá pra tudo. Mas eu não consigo começar a trabalhar, porque a casa é muito pequena. Temos de construir mais um cômodo”, contou ela. A residência da família, no bairro Pizzolato, tem quatro cômodos: dois quartos, banheiro e sala conjugada com cozinha. “
Tive de gastar muito com a construção do muro e do portão. Como eu ia deixar quatro meninos soltos?”

Doações 

Rapidamente, a notícia do furto se espalhou pelo município mineiro de 150 mil habitantes. E as pessoas se mobilizaram para ajudar a família. Moradora de Patos de Minas, a engenheira civil Jennifer Magalhães criou um grupo no WhatsApp que, na manhã de hoje, já tinha a adesão de dezenas de pessoas. “Não apoiamos, lógico, o que ele fez. Mas por qual motivo ele fez isso?”, afirmou a engenheira.

“Não vamos mexer com dinheiro, mas material escolar e de higiene. O primeiro objetivo é repassar à família do adolescente, mas como as escolas de Patos de Minas estão precárias, vamos distribuir também a outras escolas que têm alunos em situação de vulnerabilidade social”, disse ela. “São aceitos materiais escolares novos ou usados em bom estado de conservação, e de higiene pessoal, como desodorante, escova, pasta de dente e sabonete.” “Foi um pesadelo. Foi péssimo. O que ele fez foi muito errado. Mas através desse erro, agora estão vindo as bênçãos: todo mundo querendo ajudar”, declarou a mãe do menino. A reportagem do UOL não localizou representantes da Escola Estadual Marcolino de Barros para comentar o fato.

Fonte: UOL notícias.
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​Esse tipo de notícia me entristece. O garoto fez uma coisa errada, mas furtou material no valor de R$ 8,00 (oito reais) para usá-lo em seus estudos. Não o fez por maldade, vejo que ele agiu por um caso de necessidade. E agora, tal situação incentivou as pessoas a doarem material escolar e produtos de higiene, para ajudar as crianças da escola. Por isso eu nego veemente essa história estapafúrdia de “vítima da sociedade”.

Outro aspecto que gostaria de ressaltar: nosso estado é falido, completamente omisso e não cumpre o seu papel. Limpam o c* com a Constituição Federal. É simplesmente uma piada.


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