Mulher fica arrasada ao descobrir sexo do bebê e pai desabafa: “Ela só chora e não discute nada relacionado à gravidez”

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O desabafo de um homem causou polêmica em uma rede social americana. Ele conta que a mulher, que está grávida, ficou devastada ao descobrir que está esperando um menino e não uma menina

No fundo, quase todos os pais têm uma preferência. No entanto, ela costuma ser esquecida a partir do momento em que se descobre que uma “menininha” ou um “menininho” está a caminho, certo? Nem sempre! Um pai fez um desabafo polêmico sobre o assunto no fórum americano Reddit, que rendeu milhares de comentários.

“Minha esposa está grávida de 24 semanas de um menino. Ela deixou bem claro, antes de engravidar, que queria uma filha, e fez a estranha piada de ‘mandá-lo de volta’, caso fosse um menino”, conta. Mas ele pensou que se ela engravidasse de um menino, mudaria de ideia. Ao completar 20 semanas, chegou o momento de fazer o ultrassom para descobrir o sexo. Ele contou que os dois foram “super animados e nervosos”. E escreveu: “eu não me importo com o gênero, mas minha esposa estava chorando de excitação, pois teve a sensação de que era uma menina”.

Ele ainda descreve o momento em que receberam a notícia de que o bebê é um menino: “Imediatamente, minha esposa explodiu em lágrimas e eu segurei sua mão, sabendo que ela estava desapontada e colocando pra fora todos os hormônios da gravidez”, conta ele. “Ela não para de chorar o dia todo. Eu deixo ela se acalmar e tento consolá-la”, explica.

Desabafo rendeu milhares de comentários (Foto: Reprodução Reddit)

Desabafo rendeu milhares de comentários (Foto: Reprodução Reddit)

O problema é que quatro semanas já se passaram e, segundo o pai, “ela ainda chora quando alguém menciona o bebê”. E o pior, “ela não discute nada relacionado à gravidez. A família está começando a achar estranho, mas ela disse que não quer que as pessoas a julguem pelo que ela sente”, diz.

O pai admite que está ficando frustrado. “É apenas uma reação exagerada. Eu disse a ela que precisa aceitar isso porque o gênero não vai mudar. Ela chorou e me chamou de ‘idiota’. Eu disse que ela precisa se controlar”, desabafa. Ele conta ainda que, apesar de se sentir péssimo, acha rídiculo essa situação continuar por quase um mês. “Ela está agindo da mesma forma”, conta. Por fim, ele pergunta no fórum se está errado em ficar chateado com a reação da esposa e conclui dizendo “que ama o bebê além das palavras”.

Desabafo rendeu milhares de comentáriossaiba mais

O post rendeu mais de 1,2 mil comentários. Uma pessoa respondeu: “Eu entendo, as pessoas têm preferências sobre o sexo da criança. Acho que é bem natural”. Mas parece que a maioria discorda da reação da mulher. “Se ela era tão contra ter um menino, não deveria ter concordado em ter um filho”, afirma um. “Me perturba profundamente quando as pessoas ficam obcecadas com o sexo e colocam muito peso nisso”, opina outro. Enquanto isso, alguém escreve: “Se ela está tão desapontada que está tendo um filho, isso significa que ela vai se revoltar toda vez que seu filho não agir de acordo com suas expectativas”.

No entanto, um terceiro orienta a buscar ajuda. “Existe uma depressão pré-natal. Eu encorajo a fazer terapia agora, não apenas depois que o bebê nasce. Ela está sofrendo agora, busque sua ajuda agora”, finaliza.

O que diz a psicologia?

Para a psicóloga, Lannay da Silva, que realiza um trabalho focado na mulher, geralmente, as mães colocam muitas expectativas nos filhos e isso acontece desde os primeiros meses de gestação. “Esse é um dos principais motivos da depressão pós-parto. As mães não só idealizam o bebê, como a si mesmas no papel de mãe. E quando uma idealização é frustrada inicia-se um conflito muito grande. Dessa forma, uma notícia que poderia trazer alegria acaba gerando tristeza”, afirma.

Ela explica ainda que o período gestacional traz muitas mudanças e a nova mãe costuma passar por uma “roleta  russa” de sentimentos. “Isso acontece tanto por questões hormonais, que é natural, como emocionais, já que essa mulher está deixando o papel de filha para se deparar com o papel de mãe”, diz.

Diante disso, a orientação é buscar o auxílio de um profissional. “É preciso fazer uma avaliação da mãe, em vez de encarar apenas como uma crise natural, pois esse tipo de pensamento impede que a própria mãe se compreenda, podendo fazer com que ela se sinta incapaz de cuidar do filho. Menosprezar essa situação é a pior escolha a se fazer”, afirma.

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