“É Culpa do Bolsonaro”…Jean Wyllys abandona cargo de deputado e diz que vai embora do Brasil

0
720
COMPARTILHE AGORA!!

O político usou sua conta na rede social para anunciar as pessoas que o acompanham que ele deixará o cargo de deputado e pretende sair do Brasil.

Nesta quinta-feira (24), o Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL) anunciou através de sua conta no Instagram, que não cumprirá o mandato para qual foi eleito no último pleito, e que aproveitando que está de férias no exterior, não pretende mais voltar para morar no Brasil.

Segundo ele, essa decisão se baseia no temor que sente por sua vida, pois ele diz que vive sob ameaças e inclusive usa escolta policial desde a morte de Marielle Franco.

Em entrevista os jornal ‘Folha de São Paulo, ele falou sobre sua decisão.

“Como é que eu vou viver quatro anos da minha vida dentro de um carro blindado e sob escolta? Quatro anos da minha vida não podendo frequentar os lugares que eu frequento?”, explicou. 

Ele também diz que muitas notícias sobre ele na internet o prejudicaram e ele venceu cinco causas na justiça por injúria e difamação.

“Eu vi minha reputação ser destruída por mentiras e eu, impotente, sem poder fazer nada. Isso se estendendo à minha família. As pessoas não têm ideia do que é ser alvo disso”, contou.

Em entrevista exclusiva à Folha, o parlamentar —que está fora do país, de férias— revelou que não pretende voltar ao Brasil e que vai se dedicar à carreira acadêmica.

Desde o assassinato da sua correligionária Marielle Franco, em março do ano passado, Wyllys vive sob escolta policial. Com a intensificação das ameaças de morte, comuns mesmo antes da execução da vereadora carioca, o deputado tomou a decisão de abandonar a vida pública. “O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: ‘Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis’. E é isso: eu não quero me sacrificar”, justifica.

De acordo com Wyllys, também pesaram em sua resolução de deixar o país as recentes informações de que familiares de um ex-PM suspeito de chefiar milícia investigada pela morte de Marielle trabalharam para o senador eleito Flávio Bolsonaro durante seu mandato como deputado estadual pelo Rio de Janeiro. “Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário”, afirma Wyllys. “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, acrescenta. (Leia Mais na matéria da FolhaSP que está no stories instagram)

COMPARTILHE AGORA!!