Bolsonaro exonera chefe do Enem que inseriu questões de cunho LGBT em provas

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A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Estatísticas Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, foi exonerada nesta segunda-feira (14).

A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” e é assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

No cargo desde maio de 2016, Maria Inês foi nomeada pelo então presidente Michel Temer, e o presidente Jair Bolsonaro já havia dito, ainda no ano passado, que trocaria o comando do órgão.

Vinculado ao Ministério da Educação, o Inep é o órgão responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em novembro, já como presidente eleito, Bolsonaro afirmou que, a partir deste ano, ele terá acesso ao conteúdo da prova do Enem antes de o exame ser aplicado.

Na ocasião, Bolsonaro disse ter tomado a decisão porque o Enem de 2018 abordou o “pajubá”, conjunto de expressões associadas aos gays e aos travestis.

“Esta prova do Enem – vão falar que eu estou implicando, pelo amor de Deus –, este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem?”, indagou Bolsonaro na ocasião.

“Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí”, acrescentou.

Uma semana antes das declarações de Bolsonaro, Maria Inês Fini afirmou em entrevista ao G1 que o Enem “não é deste ou daquele governo”, mas, sim, “do Brasil”. Ela disse que nem o Governo manda no ENEM.

Segundo informações extra oficiais, Bolsonaro ainda teria zombado da situação, postando nas redes sociais, uma montagem como resposta a fala da ex presidente do ENEM, postando uma imagem com sua decisão em tom de cutucada.

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